Manter o solo coberto e vivo
Reduzir erosão e extremos de temperatura, favorecer raízes ativas e ampliar diversidade de plantas conforme o sistema produtivo.
INPACCompromisso com o territórioConhecimento para transições responsáveis
Uma biblioteca aberta para agricultoras, agricultores, técnicos, cooperativas e estudantes compreenderem a vida do solo, a ciclagem de nutrientes, o carbono e diferentes escolas de manejo — sempre distinguindo evidência científica, extensão técnica e divulgação dos próprios métodos.
Imagem de fundo: Participantes observam uma tecnologia social durante intercâmbio em Juazeiro. Foto: Acervo INPAC
Base comum
Em vez de adotar um rótulo isolado, a curadoria combina processos, resultados e indicadores adequados à realidade da agricultura familiar e do Semiárido.
Reduzir erosão e extremos de temperatura, favorecer raízes ativas e ampliar diversidade de plantas conforme o sistema produtivo.
Compreender matéria orgânica, decomposição, agregação, micorrizas e relações entre plantas e organismos sem transformar “mais micróbios” em promessa automática.
Definir linha de base e acompanhar fertilidade, estrutura, infiltração, cobertura, produtividade, custos, biodiversidade e carbono quando houver método adequado.
Comparar tratamentos, registrar doses, datas e condições, observar riscos sanitários e só ampliar práticas quando os resultados locais forem consistentes.
Nomes parecidos, propostas diferentes
A biblioteca inclui as referências solicitadas sem tratá-las como equivalentes nem como recomendações prontas para uso.
Abordagem centrada na teia alimentar e na observação da biologia do solo. O Soil Biology Primer do USDA, com coautoria de Elaine R. Ingham, oferece uma entrada pública; o portal Soil Food Web representa a escola e seus serviços.
Sistema associado a Cho Han Kyu que utiliza recursos locais, fermentados e cultivo de microrganismos indígenas, conhecidos como IMO. Publicações da Universidade do Havaí ajudam a examinar protocolos e resultados.
Método de Youngsang Cho, filho de Cho Han Kyu, voltado à autonomia e ao baixo custo. Tem origem ligada à KNF, mas procedimentos próprios; seus materiais devem ser lidos como fonte do método e confrontados com pesquisa independente.
Tecnologia formulada associada a Teruo Higa e à EMRO. Não é sinônimo de IMO/KNF. Produtos, produção para uso próprio e aplicação precisam observar qualidade, finalidade, biossegurança e regras brasileiras de bioinsumos.
Acervo brasileiro com ênfase em nutrição, minerais e funcionamento biológico do solo. A curadoria o identifica como fonte institucional e oferece, ao lado, referências da Embrapa e literatura revisada por pares.
A pesquisadora australiana desenvolveu textos sobre “via do carbono líquido”, diversidade vegetal e solo. A biblioteca inclui seu material original, acompanhado de estudos que alertam para definições, contexto e medição dos resultados.
Leitura e download na origem
Cada ficha identifica autoria, instituição, ano, idioma e natureza da fonte. PDFs permanecem hospedados pelos responsáveis; assim respeitamos autoria, versão e direitos de uso.
52 referências encontradas.
Manual técnico de acesso aberto sobre estruturação, gestão e funcionamento de coleções de culturas microbianas. Sistematiza boas práticas para coleta, cultivo, caracterização, preservação, rastreabilidade e manutenção de bactérias diazotróficas e promotoras do crescimento vegetal, apoiando pesquisa, formação e maior confiabilidade no fornecimento de material biológico.
Nota de curadoria: Publicação técnica da Embrapa baseada na experiência de sua coleção de microrganismos multifuncionais; não é ensaio de eficácia agronômica, certificação de um inoculante nem autorização para produzir ou aplicar culturas fora de infraestrutura qualificada. O manual não valida fermentados caseiros, IMO, KNF, JADAM ou EM. Identidade, pureza, viabilidade, biossegurança, rastreabilidade, registro e uso comercial permanecem sujeitos a controle laboratorial, normas vigentes e orientação técnica. ISBN 978-65-5467-157-6. O INPAC apenas referencia a obra legalmente hospedada pela Embrapa, sem reproduzi-la.
Pesquisa qualitativa e participativa com 15 famílias do Sertão do Araripe (PE), usando entrevistas, oficinas de linha do tempo e croquis dos agroecossistemas. Analisa como sistemas agroflorestais apoiados por organizações da sociedade civil contribuem para autonomia, redes sociotécnicas e convivência com o Semiárido, além de registrar desafios de assistência técnica, políticas públicas e sucessão rural.
Nota de curadoria: Artigo revisado por pares e de acesso aberto. É um estudo qualitativo localizado, baseado em 15 famílias; não é ensaio controlado, inventário de carbono ou avaliação causal de produtividade e resiliência. Os resultados dependem da trajetória das famílias, das redes de apoio e do contexto do Araripe pernambucano, portanto não podem ser transferidos automaticamente à Chapada Diamantina. Aplicações pelo INPAC exigem diagnóstico participativo, pactuação comunitária, desenho técnico adaptado, assistência continuada e monitoramento. DOI: 10.33240/rba.v21i5.62641.
Estudo no Fundo de Pasto de Ouricuri, em Uauá (BA), que combina metodologias participativas, mapas mentais, linha do tempo e Sistema de Informação Geográfica para caracterizar a transição agroecológica e a experiência de Recaatingamento. A análise registrou perda de 8% da cobertura vegetal nativa entre 1985 e 2021 e recuperação de 52 hectares em áreas manejadas pelo Recaatingamento.
Nota de curadoria: Artigo revisado por pares e de acesso aberto, baseado em um estudo de caso conduzido entre 2021 e 2022. A recuperação observada de 52 hectares não isola causalidade, não mede por si só carbono sequestrado e não garante o mesmo resultado em outras comunidades. A série de cobertura termina em 2021, e mapas participativos dependem da memória e da interpretação dos participantes. A experiência é altamente relevante ao Semiárido baiano, mas sua aplicação na Chapada Diamantina exige pactuação comunitária, diagnóstico territorial, linha de base, monitoramento e respeito aos direitos dos Fundos de Pasto. DOI: 10.33240/rba.v21i5.62679.
Revisão sistemática de 176 artigos e resumos técnicos produzidos por Núcleos de Estudos em Agroecologia. Mapeia 273 tecnologias agroecológicas e distingue bioinsumos tratados como produtos daqueles compreendidos como processos territoriais, relacionais e de coprodução do conhecimento entre universidades, comunidades e organizações sociais.
Nota de curadoria: Artigo revisado por pares e de acesso aberto sob licença CC BY 4.0. É uma revisão da produção dos Núcleos de Estudos em Agroecologia, não uma meta-análise de eficácia agronômica, ensaio de campo ou validação sanitária de 273 tecnologias. A classificação de bioinsumos como produto ou processo ajuda a interpretar abordagens, mas não comprova segurança, qualidade microbiológica, viabilidade econômica ou resultado local. Não valida receitas caseiras, KNF, JADAM ou EM e não substitui normas vigentes, análise de solo, controle de qualidade, experimentação acompanhada e assistência técnica. DOI: 10.33240/rba.v21i5.62514.
Revisão sobre práticas de saúde do solo em sistemas áridos e semiáridos. Reúne evidências e barreiras de adoção para redução do revolvimento, plantas de cobertura, diversificação de cultivos e integração lavoura-pecuária, discutindo água, carbono, biologia do solo, produtividade e viabilidade econômica.
Nota de curadoria: Revisão científica de acesso aberto, não meta-análise nem ensaio realizado na Chapada Diamantina. Os autores destacam que nenhuma prática serve igualmente para todos os solos e sistemas; resultados variam com cultura, clima, disponibilidade de água, combinação de manejos e condições socioeconômicas. A literatura sintetizada é majoritariamente internacional e inclui forte presença dos Estados Unidos. Percentuais de produtividade, energia ou carbono citados pertencem aos estudos originais e não são garantias locais. Adoção pelo INPAC exige diagnóstico participativo, teste em pequena escala, monitoramento e assistência técnica. DOI: 10.3389/fagro.2026.1666008.
Artigo conceitual que examina tensões na institucionalização da agroecologia e no uso do TAPE da FAO. Questiona modelos lineares de transição e propõe tipologias funcionais capazes de reconhecer trajetórias territoriais distintas, articulando indicadores quantitativos com trabalho etnográfico e a perspectiva dos atores.
Nota de curadoria: Artigo revisado por pares e de acesso aberto, publicado em número especial da Revista Brasileira de Agroecologia. É uma análise conceitual e metodológica, não um ensaio de campo nem validação empírica da tipologia proposta. A crítica ao TAPE não invalida o instrumento; alerta que indicadores, pesos e horizontes de transição incorporam escolhas éticas e políticas que precisam ser explicitadas. O contexto analisado é latino-americano, com forte base argentina, e não representa automaticamente as trajetórias da Chapada Diamantina. Aplicações pelo INPAC exigem construção participativa, adaptação territorial, teste e documentação das decisões. O texto permanece hospedado pela revista, sem reprodução pelo INPAC. DOI: 10.33240/rba.v21i5.62645.
Meta-análise de 55 estudos com ensaios de campo em 33 locais do Brasil sobre gramíneas tropicais de raízes profundas antes ou em consórcio com a soja. Sintetiza efeitos sobre produtividade e indicadores de saúde do solo, incluindo enzimas, biomassa microbiana e carbono orgânico.
Nota de curadoria: Meta-análise revisada por pares e de acesso aberto. Os percentuais médios e a receita estimada são resultados agregados, não garantia para uma propriedade, cultura ou safra. O foco é soja precedida ou consorciada com Urochloa spp. e Megathyrsus maximus; os resultados não se aplicam automaticamente a outras culturas, à agricultura familiar ou à Chapada Diamantina. Respostas dependem da espécie, implantação, solo, clima, rotação, manejo e linha de base. Decisões locais exigem diagnóstico, teste em pequena escala e assistência técnica. O INPAC apenas referencia o texto legalmente hospedado pela Embrapa, sem reproduzi-lo. DOI: 10.3390/agronomy16070751.
Pesquisa em Tomé-Açu (PA) comparou dois sistemas agroflorestais vizinhos, de tamanho e produtividade semelhantes, mas com manejos contrastantes, além de uma área de floresta nativa. Análises físico-químicas e sequenciamento do microbioma indicaram menor abundância de fungos fitopatogênicos e associação com táxons potencialmente benéficos no sistema com insumos orgânicos.
Nota de curadoria: Artigo revisado por pares e de acesso aberto. É um estudo localizado e observacional de dois SAFs e uma área de referência; associações microbianas não demonstram causalidade, ganho de produtividade ou resultado transferível automaticamente à Chapada Diamantina. A identificação funcional por marcadores e bancos de dados é uma inferência, não medição direta de todas as funções do solo. Os autores descrevem os efeitos como potencialmente ligados ao manejo e recomendam monitoramento regular; decisões locais exigem diagnóstico, desenho amostral e acompanhamento técnico. DOI: 10.1111/1758-2229.70432.
Meta-análise da produção científica de 2010 a 2025 sobre microrganismos promotores de crescimento vegetal no Norte e Nordeste. Mapeia culturas, grupos microbianos e formas de inoculação, com presença relevante de estudos da Bahia, Pernambuco e Ceará, e registra limitações de desempenho em campo, viabilidade, compatibilidade com o solo, padronização e biossegurança.
Nota de curadoria: Revisão e meta-análise revisada por pares; a página pública oferece resumo e metadados, enquanto o texto integral permanece sob acesso do periódico até a liberação indicada pelo PubMed. Os 1.391 estudos, percentuais e efeitos agregados são resultados declarados pelos autores e não significam eficácia de todo bioinsumo. Respostas dependem da cepa, cultura, método, fertilidade, ambiente e controle de qualidade; 31% dos estudos relataram desempenho de campo inconsistente e 28% apontaram limitações de viabilidade ou compatibilidade. Não valida receitas caseiras nem substitui registro, biossegurança, análise de solo, ensaio local e assistência técnica. DOI: 10.1007/s42770-026-01949-1.
Artigo de debate conceitual sobre bioinsumos, autonomia dos agricultores e sociobiodiversidade. Discute sua integração aos princípios agroecológicos, às práticas de manejo e às políticas públicas, em vez de restringir a transição à troca de insumos. Complementa as referências de qualidade microbiológica com uma perspectiva territorial e de agricultura familiar.
Nota de curadoria: Artigo de periódico revisado por pares, não ensaio experimental de eficácia ou segurança. A autoria reúne uma pesquisadora da Embrapa e o então presidente do Instituto Brasil Orgânico; suas propostas não equivalem a comprovação independente de produtos ou métodos. O debate regulatório retrata 2023, não as normas vigentes. Não valida receitas caseiras, KNF, JADAM ou EM, nem substitui controle de qualidade e assistência técnica. PDF legal no repositório oficial, sem reprodução pelo INPAC. DOI: 10.33240/rba.v18i1.23735.
Revisão sobre produção comercial e para uso próprio de bioinsumos microbianos no Brasil. Examina oportunidades, riscos de contaminação e controles de identidade, viabilidade e concentração dos microrganismos. Discute boas práticas de fabricação, biossegurança e o contexto regulatório disponível à época da publicação.
Nota de curadoria: Revisão científica de acesso aberto, não ensaio de eficácia de um produto nem auditoria de todas as biofábricas. A síntese de riscos não significa que todo bioinsumo esteja contaminado; aparência, odor ou fermentação não comprovam identidade e segurança microbiológica. O texto não autoriza receitas caseiras nem substitui controle de qualidade, assistência técnica ou consulta às normas oficiais posteriores. DOI: 10.1007/s42770-026-01955-3.
Meta-análise nacional com 4.290 registros de carbono do solo compara vegetação nativa e áreas agrícolas nos seis biomas brasileiros. Estima a diferença de estoques na camada de 0–30 cm e examina como rotação, consórcios, plantio direto e sistemas integrados se relacionam com a recuperação de carbono.
Nota de curadoria: O potencial de recuperação é teórico e usa a vegetação nativa como referência idealizada; não representa carbono já sequestrado, prazo garantido, meta por propriedade ou créditos certificáveis. A base é heterogênea e a condição da vegetação de referência pode alterar as estimativas. Na Chapada Diamantina, decisões exigem amostragem, linha de base, monitoramento e análise de viabilidade local. Artigo revisado por pares, de acesso aberto na fonte. DOI: 10.1038/s41467-026-68340-4.
Ensaio em propriedades de Chiapas, México, comparou consórcios de milho e guandu e rotação milho-feijão com monocultivo de milho e queima de resíduos. Após quatro anos, avaliou produtividade e atributos físicos, químicos e biológicos. Destaca cobertura, frações de matéria orgânica, nitrogênio potencialmente mineralizável e macrofauna para acompanhar a saúde do solo.
Nota de curadoria: Pesquisa revisada por pares, com texto de acesso aberto CC BY indicado no repositório universitário. Os resultados são específicos dos sistemas e do controle avaliados; não garantem aumentos de produtividade na Chapada Diamantina nem isolam o efeito de cada prática. Indicadores biológicos apresentaram variabilidade: interpretação e escolha de análises exigem linha de base e orientação técnica local. Não valida inoculantes ou fermentados caseiros. DOI: 10.1016/j.apsoil.2026.107152.
Livro científico de 314 páginas, volume 9 da Coleção Transição Agroecológica da Embrapa. Reúne reflexões e estudos de caso latino-americanos sobre agroecologia e povos tradicionais, com ênfase na abordagem territorial e em sua articulação com pesquisa, inovação e políticas públicas.
Nota de curadoria: Classificado nesta biblioteca como publicação técnica/pública, não como um único ensaio revisado por pares. Estudos de caso e reflexões não comprovam eficácia universal de práticas nem substituem diagnóstico participativo e avaliação local. O uso dos conhecimentos de povos e comunidades tradicionais deve respeitar seus direitos e protagonismo. PDF de acesso aberto disponível no repositório oficial; o INPAC apenas referencia a obra, sem reproduzi-la ou hospedá-la.
Experimento de campo no sul da Espanha avaliou plantas de cobertura e 20 inoculantes de microrganismos indígenas na composição mineral, açúcares e pH das folhas de videira. As respostas nutricionais variaram entre inoculantes e momentos de avaliação; a cobertura também apresentou sinais de competição antes da maturação.
Nota de curadoria: Pesquisa revisada por pares, com acesso legal ao artigo indicado pelo repositório institucional (licença CC BY-NC-ND). Indicadores foliares não demonstram, isoladamente, ganho de produtividade, qualidade dos frutos ou sequestro de carbono. O estudo não valida todo o sistema KNF, receitas caseiras ou eficácia universal de IMO. Aplicação na Chapada Diamantina exige avaliação local, identidade e qualidade microbiológica, biossegurança e assistência técnica. DOI: 10.1002/agj2.70486.
Artigo que combina dados experimentais e parâmetros de políticas públicas para estimar o impacto econômico potencial da adoção, em escala nacional, da solubilização biológica de fosfatos na soja. Examina cenários de produtividade, redução de fertilizantes, custos e benefícios associados à descarbonização.
Nota de curadoria: Os valores econômicos são projeções condicionais de difusão nacional, não receita, economia ou redução de emissões já observadas em propriedades. O estudo focaliza soja e não constitui recomendação de dose, produto ou substituição automática de fertilizantes para a agricultura familiar ou para a Chapada Diamantina. Decisões exigem análise de solo, eficiência agronômica comprovada e avaliação local de custos. DOI: 10.35977/2317-224X.rpa2026.v35.02113.
Relato apresentado no 13º Congresso Brasileiro de Agroecologia, em Juazeiro (BA), sobre uma experiência de formação camponesa em produção de bioinsumos no Extremo Sul da Bahia. Descreve cursos participativos sobre biofertilizantes, compostagem, microrganismos eficientes, caldas naturais e sementes crioulas que, segundo os autores, envolveram cerca de 900 pessoas entre 2021 e 2026.
Nota de curadoria: É uma sistematização de experiência e formação popular publicada em anais, não um ensaio agronômico controlado nem uma avaliação independente de eficácia, segurança ou redução de custos. Os números e resultados relatados pertencem à experiência descrita pelos autores e não demonstram o desempenho de uma formulação específica. O preparo e uso de bioinsumos microbiológicos exigem identidade, qualidade, biossegurança e orientação técnica compatíveis com a legislação vigente.
Artigo de acesso aberto que analisa o mercado brasileiro e o ambiente regulatório dos bioinsumos pela perspectiva das transições sociotécnicas. Discute barreiras à adoção, coordenação entre atores e cenários de expansão, contribuindo para o debate sobre políticas públicas e assistência técnica.
Nota de curadoria: Análise econômica e institucional, não ensaio de eficácia agronômica. As projeções dependem de hipóteses e não garantem participação de mercado, produtividade ou economia para agricultores. O trabalho foi aceito em abril de 2025: sua discussão regulatória precisa ser confrontada com normas posteriores. DOI: 10.1590/0101-31572026-3739.
Revisão de acesso aberto sobre bioinsumos microbianos com células vivas e produtos livres de células. Discute formulação, aplicação, mecanismos de promoção do crescimento e controle biológico, além do aproveitamento de resíduos agroindustriais para produção em economia circular.
Nota de curadoria: É uma revisão sobre plataformas e processos de desenvolvimento, não uma comprovação de eficácia de qualquer produto ou fermentado específico. Desempenho, estabilidade, dose, biossegurança, registro e resposta no campo dependem da cepa, formulação, cultura, ambiente e controle de qualidade. DOI: 10.1021/acsomega.6c02228.
Pesquisa de acesso aberto no Semiárido brasileiro que comparou Caatinga nativa, pastagens melhorada e degradada e sistemas integrados de pecuária e floresta sob preparo convencional ou plantio direto. Avaliou carbono até um metro, matéria orgânica particulada e associada a minerais, agregação, biomassa microbiana e índices de manejo do carbono.
Nota de curadoria: Os sistemas diferem também em espécies, idade e preparo do solo, portanto o estudo não isola o efeito de uma única prática. Os estoques medidos pertencem às condições e ao histórico avaliados e não constituem taxa garantida de sequestro ou recomendação automática para propriedades da Chapada Diamantina. DOI: 10.1111/sum.70237.
Circular técnica de acesso aberto, com 16 páginas, que apresenta fundamentos da agricultura regenerativa e relaciona manejo do solo, processos ecológicos, conservação dos recursos naturais e sustentabilidade da produção agrícola.
Nota de curadoria: Publicação técnica de síntese e orientação geral. Não é ensaio comparativo nem protocolo único de manejo; a aplicação na Chapada Diamantina requer diagnóstico do solo, escolha de práticas compatíveis com cada sistema e acompanhamento técnico.
Estudo de acesso aberto realizado no Semiárido da Bahia que comparou vegetação nativa, pastagem de baixa produtividade e dois arranjos silvipastoris. Avaliou estoques de carbono e nitrogênio até um metro, fertilidade, densidade, biomassa microbiana, enzimas e um índice integrado de saúde do solo após sete anos.
Nota de curadoria: Os sistemas silvipastoris estudados recuperaram indicadores de carbono e saúde do solo nas condições avaliadas. O desenho compara usos da terra existentes e não separa todos os efeitos de espécie, arranjo, manejo e histórico. Os resultados não são uma taxa garantida de sequestro nem uma recomendação automática para outras propriedades da Bahia. DOI: 10.1155/aess/2618211.
Livro científico de acesso aberto, com 365 páginas, sobre solos, clima, água, atributos físicos, fertilidade, carbono, biologia do solo, riscos de poluição, indicadores de saúde e manejo sustentável em agroecossistemas do Piauí e Maranhão na transição Cerrado–Caatinga.
Nota de curadoria: A obra reúne conhecimento técnico regional e capítulos especializados; não constitui protocolo único de manejo. Os solos e sistemas produtivos do Meio-Norte têm diferenças em relação à Chapada Diamantina, portanto indicadores e recomendações precisam ser adaptados com diagnóstico local. ISBN: 978-65-5467-171-2.
Ensaio com trigo irrigado BRS 264 no Cerrado que comparou manejo convencional e um pacote alternativo com remineralizadores, fertilizantes regionais, microrganismos solubilizadores e agentes de controle biológico. Avaliou produtividade, análise química do solo e viabilidade econômica.
Nota de curadoria: O tratamento alternativo reuniu vários insumos e práticas; o estudo não separa o efeito de cada componente. Os resultados pertencem a uma cultivar, safra, sistema irrigado e condições do Cerrado e não comprovam eficácia universal nem autorizam substituir recomendações agronômicas na Chapada Diamantina. DOI: 10.1590/1519-6984.302710.
Estudo de acesso aberto em quatro propriedades familiares brasileiras que comparou manejos convencionais e agroecológicos. Integra β-glicosidase, arilsulfatase e carbono orgânico a biomassa microbiana, respiração, mesofauna e fertilidade para interpretar a saúde do solo.
Nota de curadoria: O modelo diferenciou os sistemas estudados e indicou padrões favoráveis nos manejos agroecológicos com cobertura e aportes orgânicos. A amostra inclui apenas quatro propriedades e não permite atribuir o resultado a uma prática isolada nem transferir limites de interpretação diretamente para a Chapada Diamantina. DOI: 10.1007/s42729-026-03253-1.
Avaliação nacional de acesso aberto que combinou mais de 50 mil pontos de observação e aprendizado de máquina orientado pela ciência do solo para estimar mudanças nos estoques de carbono orgânico até um metro de profundidade ao longo de 40 anos.
Nota de curadoria: O estudo estimou ganho líquido no bioma Caatinga, mas mapas e médias nacionais não medem o estoque de uma propriedade ou comunidade. O desempenho na validação externa foi inferior ao da validação cruzada; projetos locais precisam de linha de base, amostragem de campo e incerteza documentada. DOI: 10.1016/j.catena.2026.110155.
Revisão de acesso aberto que integra atributos físicos, químicos e biológicos do solo às respostas das raízes, à atividade da rizosfera e à absorção de nutrientes. Discute matéria orgânica, micorrizas, bactérias promotoras de crescimento, estrutura, água e ciclagem de nutrientes em relação à produtividade e à qualidade nutricional dos alimentos.
Nota de curadoria: É uma revisão científica internacional, não um protocolo de recomendação para propriedades da Chapada Diamantina. As relações e faixas quantitativas sintetizadas dependem de cultura, solo, clima e método; decisões de manejo exigem diagnóstico e validação local. DOI: 10.1007/s11104-026-08489-5.
Avaliação mundial atualizada da condição dos solos e da adoção do manejo sustentável, elaborada com 293 especialistas de 76 países e literatura publicada entre 2015 e 2025. A página reúne o relatório principal, síntese e capítulos regionais, inclusive América Latina e Caribe.
Nota de curadoria: É uma avaliação global de síntese, não um diagnóstico de propriedades da Chapada Diamantina. Recomendações territoriais ainda exigem análise local, indicadores comparáveis e acompanhamento ao longo do tempo. Relatório principal: DOI 10.4060/ce0792en.
Revisão de 64 estruturas de saúde do solo, com 652 indicadores organizados segundo 12 princípios agroecológicos. Integra diagnóstico biofísico, manejo, paisagem, meios de vida, governança e aprendizagem para orientar programas e monitoramento.
Nota de curadoria: Artigo de revisão em acesso aberto. A proposta organiza indicadores e etapas de programação, mas não define um protocolo único nem substitui a escolha de métricas adaptadas ao solo, clima, sistema produtivo e capacidade de coleta de dados do território.
Ensaio em blocos com quatro tratamentos e cinco repetições, conduzido de 2022 a 2024 em mangueiras no Vale do São Francisco. Comparou manejo convencional, remineralizadores, biofertilizante e combinações, avaliando carbono orgânico, substâncias húmicas, respiração basal e biomassa microbiana.
Nota de curadoria: Os resultados pertencem a uma cultura, solo, clima, formulação e período específicos. Não demonstram eficácia universal de biofertilizantes ou remineralizadores e não autorizam reduzir fertilizantes sem diagnóstico, recomendação agronômica e validação local.
Resumo técnico de estudo que comparou reflorestamento, pastagem e vegetação nativa em áreas de apicultores de Paulistana, Jacobina do Piauí e Itainópolis, com amostras de solo em três profundidades para avaliar carbono e indicadores de saúde do solo.
Nota de curadoria: É um resumo em anais, não um artigo completo revisado por pares. A ficha informa o desenho geral, mas não traz resultados quantitativos suficientes para recomendar práticas ou estimar sequestro de carbono na Chapada Diamantina. Use como referência territorial e ponto de partida para buscar o estudo completo.
Analisa a adoção de defensivos biológicos e inoculantes no Brasil com dados estaduais de 2014 a 2023. Discute mercado, crédito, escala produtiva e articulação entre políticas públicas e assistência técnica.
Nota de curadoria: Artigo científico com PDF em português na fonte. O estudo não estabelece efeito causal das políticas sobre a adoção e não avalia a eficácia agronômica de produtos específicos. Dados agregados não representam automaticamente cada propriedade familiar.
Comparação de hortas na Espanha, com manejo convencional ou transição regenerativa de um, dois e cinco anos, encontrou mudanças na atividade enzimática e na fauna do solo. Ajuda a discutir indicadores biológicos e o acompanhamento da transição.
Nota de curadoria: Estudo local, com uma coleta e sem dados de produtividade ou linha de base completa. As práticas foram combinadas: não isola o efeito de inoculantes nem valida comercialmente o método Soil Food Web. Resultados não são garantia para a Chapada Diamantina.
Capítulo técnico sobre monitoramento da saúde do solo e bioindicadores em agricultura tropical. Complementa a introdução à BioAS com fundamentos para acompanhar o manejo e serviços do solo.
Nota de curadoria: Acesso aberto no repositório da Embrapa, com PDF na origem. Indicadores precisam de interpretação adequada ao solo e sistema produtivo; não equivalem, isoladamente, a uma medição de estoque de carbono.
Experimento com amostras de três ambientes de Nova York examinou as etapas IMO1 e IMO2. A diversidade bacteriana foi mantida ou ampliada, mas a diversidade de fungos diminuiu, com seleção de poucos grupos.
Nota de curadoria: Avalia etapas iniciais do cultivo de IMO, não produtividade agrícola nem todo o sistema KNF. Não permite extrapolar o resultado diretamente para solos da Chapada Diamantina.
Síntese de 147 estudos de campo na Índia compara práticas de manejo e carbono orgânico do solo. A duração das práticas e as condições agroecológicas influenciaram os resultados.
Nota de curadoria: Há heterogeneidade e possível viés de publicação. Resultados da Índia não são taxas garantidas de sequestro no Brasil e não substituem linha de base, amostragem e monitoramento local.
Ensaio em alface sob cultivo protegido na Turquia comparou um fertilizante microbiano comercial e combinações de adubação mineral. Alguns tratamentos combinados tiveram maior produção total; a produção comercial não diferiu entre a maioria dos tratamentos.
Nota de curadoria: Produto e condições específicos; alguns tratamentos também receberam adubo orgânico. Não demonstra eficácia universal de EM nem valida fermentados caseiros ou redução automática de adubação.
Apresenta a agroecologia como abordagem integrada que articula biodiversidade, serviços ecossistêmicos, conhecimento local, organizações de produtores e governança.
Referência internacional para planejar transições agroecológicas com diversidade, sinergias, eficiência, resiliência, valores humanos e economia circular e solidária.
Revisão de 229 artigos e 25 organizações que mostra a diversidade de definições de agricultura regenerativa e a necessidade de declarar processos, resultados e indicadores.
Introdução pública à teia alimentar do solo e ao papel de bactérias, fungos, protozoários, nematoides, artrópodes e minhocas na estrutura, ciclagem de nutrientes e sanidade do solo.
Nota de curadoria: A página informa limites específicos para reutilização de fotografias; o INPAC apenas referencia a fonte.
Apresenta uma tecnologia brasileira que utiliza enzimas relacionadas ao ciclo do carbono e do enxofre como bioindicadores, integradas a atributos químicos do solo.
Livro técnico sobre manejo, conservação, qualidade e saúde dos solos em condições do Nordeste brasileiro, útil para contextualizar práticas no Semiárido.
Texto da pesquisadora australiana Christine Jones sobre fotossíntese, diversidade vegetal, agregação, carbono e nitrogênio no solo.
Nota de curadoria: Material da autora. Afirmações quantitativas devem ser comparadas com pesquisas independentes e medições locais.
Estudo sobre interpretações e adoção de agricultura regenerativa na Austrália, incluindo motivações, práticas, desafios e necessidade de indicadores verificáveis.
Portal oficial com conceitos, legislação, iniciativas, cursos e informações sobre bioinsumos para produção vegetal, animal, pós-colheita e processamento.
Nota de curadoria: A legislação brasileira de bioinsumos está em evolução; confirme sempre a regra vigente e a orientação técnica aplicável.
Publicação de extensão universitária que descreve o cultivo de microrganismos indígenas (IMO) na Agricultura Natural Coreana e seus cuidados de preparação.
Comparação de bactérias solubilizadoras de fósforo e fixadoras de nitrogênio em manejos KNF, orgânico e convencional; ajuda a separar hipótese, protocolo e resultado medido.
Portal do método JADAM, derivado da Agricultura Natural Coreana, com materiais sobre manejo de baixo custo, solução microbiana e preparados agrícolas.
Nota de curadoria: Fonte do próprio método. Receitas e resultados divulgados devem passar por avaliação agronômica, sanitária, legal e por teste local controlado.
Apresentação institucional da abordagem popularizada por Elaine Ingham para observar e manejar a comunidade biológica do solo.
Nota de curadoria: O portal também comercializa formação. Para fundamentos públicos, consulte em conjunto o Soil Biology Primer do USDA.
Fonte institucional sobre a tecnologia EM, uma mistura formulada de microrganismos. EM não é sinônimo de IMO/KNF nem de qualquer inoculante produzido na propriedade.
Nota de curadoria: Fonte do desenvolvedor da tecnologia. Compare alegações com ensaios independentes e a regulamentação brasileira de bioinsumos.
Acervo brasileiro de textos sobre fertilidade, nutrição vegetal, remineralização, matéria orgânica e funcionamento biológico do solo.
Nota de curadoria: Material institucional. Use como linha de estudo e confronte recomendações com publicações científicas, análise de solo e assistência técnica habilitada.
Pesquisa continuada
Portais reconhecidos para localizar materiais recentes. Resultado de busca não equivale, por si só, a recomendação do INPAC.
Pesquisa agropecuária brasileira, incluindo saúde do solo, agroecologia, bioinsumos, sistemas integrados e Semiárido.
Abrir portal de pesquisa ↗Base internacional de literatura agrícola mantida pela FAO, com filtros por tema, idioma, data e acesso ao texto.
Abrir portal de pesquisa ↗Periódicos científicos de acesso aberto, com presença relevante de pesquisas brasileiras e latino-americanas.
Abrir portal de pesquisa ↗Coleção da Universidade do Havaí com publicações técnicas e estudos sobre Agricultura Natural Coreana e microrganismos indígenas.
Abrir portal de pesquisa ↗Biblioteca viva, sem automatizar desinformação
A busca pode ser periódica; a publicação precisa de curadoria. Novos itens são priorizados quando têm autoria e data claras, origem rastreável, acesso legal, relação com a agricultura familiar ou com as condições tropicais e contribuição distinta ao acervo.
Referências revisadas em 30 de outubro de 2026. Para sugerir estudo, corrigir referência ou comunicar link indisponível, escreva para inpacba@gmail.com.