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INPAC publica experiência de recuperação de área degradada por fogo na Reserva Legal do PA Rosely Nunes, em Itaetê (BA)

O INPAC destaca sua atuação na recuperação de 1,1 hectare de Caatinga degradada por queimadas no PA Rosely Nunes, em Itaetê (BA). Em parceria com a Brigada Federal do PREVFOGO/IBAMA e a Associação Comunitária local, a ação uniu isolamento de área, plantio de mudas nativas, tratos culturais e educação ambiental para fortalecer o manejo sustentável na agricultura familiar.

Imagem de fundo: foto de capa da publicação · acervo INPAC

Integrantes do INPAC e da Brigada Federal em atividade de plantio e manejo de mudas nativas da Caatinga para recuperação de solo degradado em Itaetê (BA).
Integrantes do INPAC e da Brigada Federal em atividade de plantio e manejo de mudas nativas da Caatinga para recuperação de solo degradado em Itaetê (BA). · Clique para ampliar

O Instituto Pedagógico de Desenvolvimento Agro-Social e Comunitário (INPAC) vem a público apresentar os resultados de sua participação em uma importante experiência de recuperação de área degradada no Projeto de Assentamento (PA) Rosely Nunes, localizado no município de Itaetê, Chapada Diamantina (BA).

Criado em junho de 1997 pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), o PA Rosely Nunes beneficia cerca de 160 famílias e está inserido no bioma Caatinga, onde a agricultura familiar de sequeiro representa a principal fonte de vida e subsistência.

Diante do histórico de uso do fogo no manejo do solo e de episódios passados de supressão vegetal na área, nossa entidade somou esforços, a partir de novembro de 2016, com a Brigada Federal do PREVFOGO/IBAMA e a Associação Comunitária do Assentamento. A intervenção concentrou-se em uma parcela de 1,1 hectare situada na Reserva Legal do assentamento.

O trabalho técnico e comunitário incluiu o isolamento perimetral e o plantio inicial de espécies nativas pioneiras da Caatinga. Ao longo dos anos, foram realizadas ações de adensamento, enriquecimento ecológico e tratos culturais contínuos — como irrigação de salvamento, coroamento, reposição de cobertura morta, replantio de exemplares e condução da regeneração natural.

Além de restaurar o equilíbrio ecológico e a fertilidade do solo, a área tornou-se uma unidade demonstrativa e projeto piloto para atividades pedagógicas e de Educação Ambiental junto às famílias assentadas. Para o INPAC, essa iniciativa reforça nosso compromisso com a restauração produtiva, o manejo integrado do fogo, a conservação da biodiversidade e a construção de territórios rurais sustentáveis na Chapada Diamantina.