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INPAC publica ação de restauração ecológica na Microbacia do Córrego Ibicoara, na Chapada Diamantina (BA)

O INPAC destaca sua atuação no Projeto Águas do Paraguaçu, voltado à restauração ecológica de 30 hectares na Microbacia do Córrego Ibicoara (Ibicoara/Mucugê). Em parceria com o MP-BA, FJS, IPB, PREVFOGO/IBAMA e ICMBio, a ação envolveu 35 famílias de agricultores, com a elaboração de 42 planos participativos, implantação de SAFs, aceiros e o plantio de 40 mil mudas de 110 espécies nativas.

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Imagem de fundo: foto de capa da publicação · acervo INPAC

Equipe técnica do INPAC e agricultores familiares realizando o plantio de mudas nativas e o manejo sustentável do solo na Microbacia do Córrego Ibicoara.
Equipe técnica do INPAC e agricultores familiares realizando o plantio de mudas nativas e o manejo sustentável do solo na Microbacia do Córrego Ibicoara. · Clique para ampliar

O Instituto Pedagógico de Desenvolvimento Agro-Social e Comunitário (INPAC) apresenta os resultados de sua participação no Projeto Águas do Paraguaçu, uma iniciativa focada na restauração ecológica da Microbacia do Córrego Ibicoara, situada entre os municípios de Ibicoara e Mucugê, na Chapada Diamantina (BA).

A área pertence à Bacia Hidrográfica do Alto Paraguaçu e fica no entorno do Parque Nacional da Chapada Diamantina (PNCD), região do bioma Mata Atlântica que historicamente sofreu com desmatamento, incêndios florestais e degradação do solo. O projeto foi idealizado pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), com aporte da Fundação José Silveira (FJS), execução do Instituto de Permacultura da Bahia (IPB) e cooperação técnica do INPAC, em parceria com a Brigada Federal do PREVFOGO/IBAMA e o ICMBio.

Iniciado em 2016, o trabalho envolveu diretamente 35 famílias da Comunidade Fazenda Ibicoara, abrangendo 42 propriedades rurais em um processo altamente participativo. As ações integraram desde a sensibilização comunitária até o manejo prático em campo, incluindo:

  • Planejamento Participativo: Elaboração de 42 Planos de Restauração de Áreas Degradadas junto aos moradores;
  • Manejo e Proteção: Retirada de fatores de degradação, confecção de aceiros negros para prevenção de incêndios e ações preventivas de fiscalização;
  • Técnicas Sustentáveis e Restauração: Implantação de Sistemas Agroflorestais (SAFs), arborização de cafezais, plantio de cercas vivas e aplicação de 21 técnicas distintas de restauração ecológica;
  • Biodiversidade e Resultados: Plantio de 40.000 mudas de 110 espécies nativas regionais em fragmentos e áreas desmatadas, alcançando um índice de mortalidade de apenas 5% em outubro de 2018;
  • Capacitação: Realização de cursos, palestras e dias de campo para fortalecimento da gestão comunitária e ambiental.

Para o INPAC, essa experiência reafirma o poder de conectar pessoas, florestas e sustentabilidade, demonstrando que a restauração ambiental aliada ao engajamento comunitário é o caminho para garantir a segurança hídrica e a resiliência socioambiental na Chapada Diamantina.